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"Há sítios no mundo que são como certas existência humanas:
tudo se conjuga para que nada falte à sua grandeza e perfeição.
Este Gerês é um deles."

Miguel Torga, Diário VII

:: CAMPO DO GERÊS
       
:: Cruzeiro de S. João de Campo :: Aldeia de Campo Gerês :: Ponte medieval dos Eixões :: Vilarinho das Furnas
O CRUZEIRO de S. João de Campo (GPS 41º58'01 N – 8º 11'40 O) é dos mais importantes marcos miliários existentes no concelho.
O Miliário caracteriza-se por uma arquitetura religiosa, estando classificado de Monumento Nacional. Encontra-se levantado num cruzamento de estradas da localidade e resulta do aproveitamento de um miliário romano do século III. Este cruzeiro foi erguido durante a governação do Imperador Décio (249-251) e assinala a milha XXVII da Via Nova.
 
A PONTE MEDIEVAL dos EIXÕES, (GPS 41º 45'07 N – 8º 11'57 O) situada a Sul da Veiga de S. João de Campo, sobre a Ribeira de Rodas, possui dois arcos de volta perfeita formados por aduelas estreitas, construídos sobre as bases sólidas de paredões bem aparelhados alicerçados no leito rochoso e nas margens. Apesar da inscrição do ano 1745 patente num dos arcos, considera-se haver indícios para recuar a sua existência a tempos anteriores.

A ALDEIA de VILARINHO da FURNA (41º 46"46 N - 8º 11" 46 O) foi um lugar da freguesia de Campo do Gerês, situada na zona Nordeste do Concelho de Terras de Bouro. Foi submersa, no início dos anos 1971, e com ela uma grande riqueza etnográfica, associada às atividades agro-silvo-pastoris, vivências e espírito comunitário do seu povo, das habitações e outras histórias do passado. Como forma de salvaguardar todo o património da aldeia, foi construído o MUSEU ETENOGRÁFICO (GPS 41º45'01 N – 8º 11'49 O) de Vilarinho da Furna, funciona como “porta” do Parque Nacional da Peneda-Gerês constituindo um local onde os visitantes acedem para obter informações gerais do Concelho e do Parque Nacional. O Museu recria o lugar que foi submerso pelas águas da albufeira, no rio Homem. De portas abertas desde 1989, é uma mostra viva daquilo que foi Vilarinho da Furna e o próprio Museu foi construído com objetos originais e casas retiradas da aldeia.

Do período medieval, nas proximidades da milha XXIX, encontram-se vestígios indeléveis da TRINCHEIRA do CAMPO que durante esse período histórico serviu de defesa da raia portuguesa das invasões hostis. Nas proximidades da Trincheira do Campo encontram-se ruínas de uma estrutura identificada como a Casa das Peças que servia de acolhimento dos homens e das guarnições bélicas.

Uma das formas de admirar as paisagens naturais do concelho de Terras de Bouro passa pela prática de uma cultura pedestrianista. A rede de TRILHOS PEDESTRES "Na senda de Miguel Torga" disponibiliza um conjunto percursos sinalizados que possibilitam uma maior independência e segurança aos praticantes.
**PR 1 - Trilho da Cidade de Calcedónia | **PR 2 - Trilho do Castelo | PR 3 - Trilho dos Currais | PR 4 - Trilho dos Moinhos e Regadios Tradicionais | *PR 5 - Trilho da Águia do Sarilhão | PR 6 - Trilho dos Miradouros | PR 7 - Trilho de S. Bento | PR 8 - Trilho do Couto do Souto | *PR 9 - Trilho da Geira | PR 10 - Trilho da Preguiça | PR 11 - Trilho da Silha dos Ursos | **PR 12 - Trilho dos Moinhos de St.ª Isabel do Monte | **GR – Trilho das Casarotas.
* Trilhos em Campo do Gerês | ** Trilhos próximos de Campo do Gerês (distância aproximada: - de 5Km)

Outros locais:
- Cascatas e Lagoas na Mata da Albergaria - PNPG (acesso a pé ou TT)
- Cascata de Leonte - Portela do Homem (PNPG)
- Mata da Albergaria
- Albufeira de Vilarinho | 41º 45"50 N - 8º 12"33 O
- Bom Jesus das Mós - Carvalheira | GPS- 41º 44"51 N - 8º 13"49 O

Mapa turístico de Terras de Bouro | descarregar (pdf)

:: PATRIMÓNIO CULTURAL e RELIGIOSO
Marco miliar e Geira Romana Bom Jesus de Mós Moinhos de Stª Isabel do Monte São Bento da Porta Aberta

"Estou a vingar-me mais uma vez, a olhar esta  Geira Romana

e os seus marcos delidos.

Estou a vingar-me de quantos Césares o mundo tem dado,

convencidos de que basta mandar fazer calçadas e pontes,

gravar numa coluna a era e o nome, para que a eternidade

fique por conta deles.”

 

Miguel Torga, Diário IV


A GEIRA ROMANA, também conhecida por Via Nova, foi construída pelos romanos com o intuito de ligar Braga (Bracara Augusta) a Astorga (Asturica Augusta). Em Terras de Bouro percorre o concelho numa extensão de 30 quilómetros, possuindo a maior concentração de marcos miliários epigrafados do Noroeste peninsular. A "Via Nova XVIII" que, no concelho de Terras de Bouro parte do lugar de Sta. Cruz (Souto), na Milha XIV, e termina na fronteira da Portela do Homem (Campo do Gerês), Milha XXXIV, constitui um monumento excecional, pelo seu património científico, cultural, pedagógico e turístico. A possibilidade de percorrer o caminho romano ao longo de 30 quilómetros, quase sem interrupções, com extensos troços de calçada, a quantidade invulgar de miliários, as ruínas de pontes sobre rios caudalosos, as pedreiras de onde se extraíam os miliários, a visibilidade da via para a envolvente, o contexto paisagístico em que se insere, formam um recurso notável.
GPS Início da Via Romana – St.ª Cruz: 41º40'48 N - 8º19'33 O
GPS Fim da Via Romana - Portela: 41º48'30 N - 8°07'53 O
GPS Milha XXXII - Mata da Albergaria 41°47'39 N - 8°08'52 O 

FOJO DO LOBO (Brufe), as estruturas propícias às montarias, chamadas de fojo do lobo têm construções e formatos apropriados à atividade. A paisagem serrana de Brufe, de Rio Caldo, de Covide e de Vilarinho das Furnas/Serra Amarela apresenta marcas bem evidenciadas da prática da batida ao lobo.

SILHAS nas serras do Gerês e da Amarela têm estruturas que noutros tempos protegeram as colmeias e o mel, dos ataques gulosos do urso silvestre, que abundou nestas serras até ao século XVIII. Os colmeais, apiários, alvarizas, popularmente conhecidas de silhas dos ursos são construções rudimentares em granito, de formato circular e fechada, que se encontram dispostas nas encostas. Estas construções do século XVII têm formatos diferentes, facto que se verifica na Serra Amarela e no Trilho "Silha dos Ursos", na serra do Gerês, denunciando testemunhos de outros tempos, de outras gentes e de outras feras.

AS CASAROTAS na Serra Amarela No cimo da Serra Amarela, na Chã do Salgueiral, existem cerca de duas dezenas de construções em pedra, às quais foi dado o nome Casarotas. Estas construções fazem lembrar os robustos dólmenes ou mesmo antigas cabanas de pastores.

MOINHO-de-VENTO (Gilbarbedo,Cibões) GPS: 41º45”15 N | 8º 15”59 O. Situa-se num vale enredado por campos agrícolas, proporcionando aos visitantes o contacto com uma estrutura tradicional de valor patrimonial e etnográfico, permitindo-lhes a observação, ao vivo, do seu funcionamento e de todo o mecanismo de moagem. Para além das características físicas, o Moinho-de-vento apresenta uma envolvente de extraordinária beleza natural e paisagística.
Uma paragem obrigatória são os 29 MOINHOS-DE-ÁGUA de Rodízio de Stª Isabel do Monte | GPS: 41º41”32N | 8º 15”02 O, recuperados na sua traça original, espalham-se pelas aldeias de Campos Abades, Seara, Rebordochão, Ventozelo e Alecrimes, nas encostas e ribeiros da Ponte e de Rebordochão.

SÃO BENTO DA PORTA ABERTA
Milhares de peregrinos e devotos visitam, ao longo de todo o ano, o recinto do Santuário de São Bento da Porta Aberta, situado à entrada da serra do Gerês, para cumprirem as mais variadas promessas e rogarem por novas benesses àquele que é tido como o maior santo milagreiro do Norte do País.
O Santuário de São Bento da Porta Aberta popularizou-se até terras mais recônditas. As caminhadas e as romarias dos peregrinos nos dias de Festa, 21 de Março, 11 de Julho e, principalmente, 12 e 13 de Agosto fazem com que o religioso e o profano se cruzem numa simbiose rica e natural.

BOM JESUS DAS MÓS (Carvalheira) | GPS- 41º 44"51 N - 8º 13"49 O
Outra referência em termos de turismo religioso é o monumento de Bom Jesus das Mós, estrategicamente situado no alto de Carvalheira, ou monte das Mós de onde se vislumbra uma paisagem rural aberta, alcançando toda a freguesia e aldeias circundantes. A construção deste monumento, que invoca o Sagrado Coração de Jesus, começou em 1902 e concluiu-se em 1912. A bênção Apostólica do Papa Pio X, dada para o dia 13 de Julho de 1913, aos milhares de peregrinos do Bom Jesus das Mós, marcou um momento relevante na vida de fé do povo, elegendo este local num monumento soberano da região. Na atualidade, todos os anos este monumento acolhe fiéis de todo o Concelho, num encontro profícuo de convívio social e sagrado. 

Da GASTRONOMIA Terrabourense o pasto da serra confere dos seus animais uma carne de sabor inigualável e dos quais se destaca o Cabrito da Serra do Gerês, a Posta Barrosã e os pratos de caça. O Sarrabulho de Terras de Bouro com Rojões e ainda o prato mais reconhecido do concelho o “Cozido à Terras de Bouro”, confecionado com couve-galega e feijão amarelo.

Outros Locais:
- Furnas de Carvão- Rio Caldo
- Capela Nª Srª do Livramento - Vilar
- Termas - Vila do Gerês (Vilar da Veiga)
- Nª Srª da Abadia - Stª Mª de Bouro - Amares
- Convento Stª Mª de Bouro - Amares
- Santuário Nª Srª da Peneda (Castro Laboreiro) - Melgaço

:: PARQUE NACIONAL DA PENEDA-GERÊS (PNPG)
Albufeira de Vilarinho das Furnas Espigueiros do Soajo Monte Stª Isabel Cabras do Gerês
O PNPG é a única área protegida nacional que possui a categoria de Parque Nacional, o nível mais elevado de classificação das áreas protegidas. Engloba sítios de riqueza natural distintos cuja biodiversidade dos seus habitats endémicos importa preservar. A MATA da ALBERGARIA corresponde a um desses sítios e está distinguida pelo Conselho da Europa, como uma das Reservas Biogenéticas do Continente Europeu, tendo o Plano de Ordenamento do PNPG classificado de Zona de Proteção Parcial da Área de Ambiente Natural - o "coração" do Parque.

Na VILA do GERÊS (GPS: 41º44’14 N - 8º09’31 O) encontra-se o CENTRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL do Vidoeiro. Dispõe de um conjunto de espaços, designadamente de recepção, sala de exposições, auditório, oficinas temáticas, laboratórios e Jardim das Plantas Aromáticas e Medicinais, onde presta informações aos visitantes e turistas, grupos de escolas e outros grupos organizados.

MIRADOUROS
As serras, Gerês e Amarela, as cascatas e lagoas, os miradouros, a fauna, flora e geologia interligados numa autenticidade espontânea e natural, fazem desta região uma forte herança patrimonial no vetor ambiental e turístico. Os miradouros são janelas abertas para apreciar a imensidão paisagística deste património natural, destacando-se os Miradouros da Junceda, Boneca, Fraga Negra, Penedo da Freira, Pedra Bela, Mirante Novo e Velho e o miradouro de Bom Jesus das Mós que, na sua maioria, são visitáveis pelos pedestrianistas e visitantes que percorrem o Trilho dos "Miradouros" e Trilho "Silha dos Ursos".

A CASCATA DO ARADO surge dos cursos de água de montanha, derivados do rios do Camalhão e da Teixeira que vão desaguar no rio Arado. Nesse percurso, que vence um forte desnível, gera uma sucessão de cascatas e lagoas, mais ou menos profundas sendo constante a água límpida.

A SERRA DO GERÊS está incluída no PNPG e representa a segunda maior elevação nacional, em que a cota mínima atinge os 50m e a máxima vai até aos 1548 metros. Esta serra, que faz limite com a fronteira da Galiza/Espanha e prossegue nesse território com o Parque Natural da Baixa Limia - Serra do Xurés. Além do potencial geológico e geomorfológico, a fauna e flora domina, de forma privilegiada, a vasta área da serra do Gerês. Se a parte florestal é dominada por carvalhos, azevinho, azereiro, vidoeiro, pinheiro e medronheiro e por espécies autóctones, entre elas o Teixo, nas herbáceas, sem esquecer o lírio-do-gerês e o feto-do-gerês, destaca-se um conjunto de plantas aromáticas e medicinais autóctones, em especial o hipericão-do-gerês, a uva-do-monte e a betónica-bastarda.

A SERRA AMARELA, situada entre a Serra do Soajo (Arcos de Valdevez) e a Serra do Gerês (Terras de Bouro), atinge os 1362 metros de altitude e representa a nona maior elevação de Portugal Continental. Neste sistema montanhoso, predomina a vegetação rasteira, constituída por urze, carqueja e matos que na Primavera se reveste de amarelo, a cor que lhe dá nome. As mariolas que orientam os pedestrianistas, as casarotas na Chã do Salgueiral, o fojo-do-lobo no Poulo do Vidoal, a Chã do Muro e a Chã da Fonte/Casa da Neve, dão uma beleza distinta a esta serra.

As ALBUFEIRAS da Caniçada e de Vilarinho das Furnas resultaram da construção de barragens em décadas diferentes, 1955 e 1972 respetivamente, constituindo ambientes singulares numa paisagem de beleza natural exuberante. Pelas potencialidades naturais e paisagísticas que as envolvem, estas albufeiras asseguram condições privilegiadas de atração turística, principalmente a albufeira da Caniçada com a prática de desportos náuticos. A Albufeira da Caniçada dispõe de serviços e condições atrativas para a prática de um conjunto de atividades náuticas.

TERMAS DO GERÊS - As condições geológicas desta região, quer litológicas quer tectónicas, são responsáveis pela riqueza química das águas que brotam neste maciço. As características físico-químicas destas águas minerais naturais permitem a sua utilização para fins medicinais (Termas das Caldas do Gerês) e como água de mesa (Água do Fastio). 
Viver e respirar saúde, tirando partido das excelentes qualidades terapêuticas das águas da Estância Termal do Gerês, uma tradição secular na zona que remonta à época dos romanos.
 
PATRIMÓNIO RURAL (Aldeias Típicas)
A montanha e a ruralidade são componentes bem evidentes no concelho de Terras de Bouro. No que respeita às características do homem, do seu quotidiano e do meio ambiente, todo o território revela marcas do potencial endógeno. Preserva-se, ainda hoje, como região eminentemente agrícola no vale do Homem e turística no vale do Cávado, com um viver, um sentir, um construir e um laborar extremamente moldado à riqueza das suas paisagens. As tradições, a modalidade de alojamento de Turismo em Espaço Rural e as múltiplas atividades de animação turística são algumas das potencialidades naturais e culturais deste território de montanha.

A aldeia típica de CUTELO situada na freguesia de CIBÕES faz parte das Aldeias de Portugal. Cutelo proporciona a descoberta de paisagens naturais e de um ambiente sereno, aliando o contacto entre o Homem, a natureza, a cultura e a vida quotidiana das suas gentes.
No Concelho de Terras de Bouro, outras aldeias típicas de referência são: a aldeia de BRUFE, St.ª ISABEL DO MONTE, CAMPO do GERÊS, COVIDE e ERMIDA. Dentro do vasto património rural avultam, quer em número, quer em importância, a arquitetura rural, desde moinhos de água e de vento, lagares, casas rurais, espigueiros, eiras, parcelamento agrícola, aos regadios e levadas num sistema de irrigação típico do Norte de Portugal. Os Moinhos de água com sistema de rodízio, construídos nas proximidades dos cursos de água, são frequentemente de utilização sazonal. No verão, com a diminuição dos caudais, a força da água não é suficiente para fazer movimentar os rodízios, mas as estruturas continuam nos seus lugares, dando lugar a sítios de visita turística (Trilho dos Moinhos), cujos traçados se encontram marcados e assinalados.

LOCALIDADES de referência no PNPG
CASTRO LABOREIRO (Melgaço) – “povoação fortificada pelo povo castrejo, fixando-se em outeiros vivendo em comunidade, defendendo-se das tribos invasoras”.

CABREIRO (Arcos de Valdevez) - Freguesia montanhosa de onde se podem avistar várias outras freguesias. O Monte de Castro é um local que possui vestígios de antigas muralhas castrejas, onde se pode desfrutar de belas paisagens.
É nesta freguesia que é produzido o Queijo da Cachena.

O castelo de LINDOSO (Ponte da Barca), reconstruído em 1278, serviu para defender o Lindoso e Portugal, sendo um motivo de orgulho para os habitantes desta freguesia e muito apreciado por quem o visita. Lindoso é composto pelos lugares de Castelo, Cidadelhe e Parada.

PITÕES DAS JÚNIAS e TOURÉM (Montalegre)
O Mosteiro de Santa Maria das Júnias fica entalado num vale, por onde corre o rio Campesinho. Há um Forno do Povo, mas há já cerca de dois anos que não é usado. Todo construído em pedra, foi recuperado pelo PNPG. Existe também um moinho de um rodízio anexo ao mosteiro, construído em pedra com cobertura de colmo. A Mancha Megalítica do Planalto da Mourela é formada por 13 monumentos com «tumuli». Distribuem-se pelas chãs e portelas do planalto da Mourela: um em Lama de Porto Chão, um em Portela da Moura, três em Ramisca, freguesia de Covelães, um na Portela do Ouroso, três na Chã dos Forninhos e quatro na Fraga da Moura, freguesia de Pitões das Júnias.
TOURÉM é uma aldeia típica transmontana junto à fronteira.

Em CABRIL podem encontrar-se espigueiros e eiras, que são usadas por todos os habitantes da aldeia e destinam-se à secagem de cereais. Atravessando a aldeia em direção a Norte, do lado esquerdo da estrada, encontra-se o lagar das Olas (lagar comunitário de azeite), recuperado pelo PNPG.
O Fojo da Serra do Gerês situa-se no FAFIÃO, na bordadura meridional da Serra do Gerês, próximo do limite dos concelhos de Terras de Bouro e Montalegre, no extremo ocidental da freguesia de Cabril, concelho de Montalegre. O fojo é facilmente acessível a pé (menos de 10 minutos), diretamente a partir da aldeia de FAFIÃO.

SOAJO ( Arcos de Valdevez) está implantada numa das vertentes da Serra da Peneda, sobranceira ao Rio Lima. Enquadrada numa região de rara beleza, esta aldeia tem outras curiosidades nas suas imediações, como as Antas do Soajo, a Ponte Velha e o Miradouro do Côto Velho.
A aldeia do Soajo é famosa pela sua eira comunitária constituída por 24 espigueiros, todos em pedra e assentes num afloramento de granito. O mais antigo data de 1782. Estes monumentos de granito foram construídos na altura em que se incrementou o cultivo do milho e serviam para proteger o cereal das intempéries e dos animais roedores. Parte destes espigueiros são ainda hoje utilizados pelas gentes da terra.

A FAUNA (Fonte: ICN)
Até ao momento, foram recenseadas, no PNPG, 226 espécies vertebrados. A presença do Morcego-arborícola-pequeno (Nyctalus leisleri) na Mata de Albergaria atesta a importância da conservação das já raras manchas de floresta natural em Portugal. Ocorrem outras espécies com particular importância em termos de Conservação da Natureza, como o Musaranho-dos-dentes-vermelhos (Sorex granarius), a Marta (Martes martes) o Gato-bravo (Felis silvestris), a Salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitânica), espécie endémica do noroeste da Península Ibérica, tipicamente associada a regiões montanhosas com índices de precipitação elevados ou as Víboras (Vipera latastei e Vipera seoanei). A última destas sub-espécies é um endemismo do Norte da Península Ibérica, cuja distribuição em Portugal se restringe às zonas de Castro Laboreiro, Soajo e Tourém.

O LOBO (Canis lupus), espécie estritamente protegida pela Convenção de Berna e considerada em perigo de extinção. Espécie emblemática do PNPG,

O CORÇO (Capreolus capreolus) encontra-se razoavelmente bem distribuído pelo Parque, com vários núcleos populacionais em situação favorável.

Os rios e cursos de água de montanha representam ecossistemas de grande importância e biótipos preferenciais de espécies representativas da fauna do Parque, nomeadamente: á Truta-do-rio (Salmo truta), Toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus), Lontra (Lutra lutra), Lagarto-de-água (Lacerta schreiberi) e a Rã-ibérica (Rana iberica).

A AVIFAUNA da Peneda-Gerês e do território continental português demonstra, por outro lado, a importância desta região do ponto de vista conservacionista. O número de espécies que aqui nidificam corresponde a 58% do total de nidificantes descritos no Atlas das Aves que Nidificam em Portugal Continental e a 39% das espécies mencionadas no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. De acrescentar a presença de aves consideradas vulneráveis, raras ou em perigo, algumas delas limitadas ao extremo norte do país como é o caso do picanço-de-dorso-ruivo (Lanius collurio), da petinha-das-árvores (Anthus trivialis), da petinha-ribeirinha (Anthus spinoletta), do cartaxo-nortenho (Saxicola rubetra), da felosa-das-figueiras (Sylvia borin) e da escrevedeira-amarela (Emberiza citrinella). Refira-se a presença do tordo da espécie (Turdus philomelos), de que até há pouco não havia nidificação confirmada em Portugal.
Dentro da variada avifauna aqui existente constituída por 111 espécies nidificantes, 10 invernantes e 42 acidentais ou migradores de passagem destaque-se também a águia-real (Aquila chrysaetos), o falcão-peregrino (Falco peregrinus), o tartaranhão-azulado (Circus cyaneus) e a narceja-comum (Gallinago gallinago). De destacar finalmente a extinção do galo-montês (Tetrao urogallus) (em data desconhecida) e da perdiz-cinzenta (Perdix perdix) provavelmente na primeira metade do presente século.   

Outros locais:
- As Minas da Carris (acesso a pé ou TT)
- Rio Arado e Pedra Bela
- Cascatas do "Tahiti" (acesso a pé ou TT)
- Espigueiros do Soajo - Soajo (Arcos de Valdevez)
- Pitões das Júnias e Mosteiro Sta Maria das Júnias - Montalegre
- Ponte da Misarela - Vieira do Minho
- Marina do Rio Caldo - Rio Caldo
- Lamas de Mouro (Melgaço)
- Termas da Moimenta - Terras de Bouro

Mapa turístico de Terras de Bouro | descarregar (pdf)
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